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R
edes
sociais
e
escola
:
o que
temos
a
aprender
?
Eliete Jussara Nogueira
1
Luiz Fernando Gomes
2
Maria Lúcia de Amorim Soares
3
Da sociedade que descobre a rede
para a sociedade que se descobre rede
David de Ugarte
4
R
esumo
Este artigo argumenta, a partir de uma breve retomada destes estudos,
que as redes sociais têm ampliado os conceitos de cidade educadora e
da aprendizagem não-formal, na sociedade-rede. Com base nas ideias de
Franco, Lemke, Warschauer, Recuero e Freire, entre outros, aponta que a
escola teria muito a ganhar se procurasse incluir em seu cotidiano algumas
práticas pedagógicas e usos da linguagem que auxiliassem os estudantes
a tornarem-se parte integrante das suas comunidades de aprendizagem e
de sua cultura.
Palavras-chave: redes sociais; contracultura; cotidiano escolar.
I
ntrodução
Não há dúvida de que vivemos cada vez mais numa sociedade
conectada pelas redes de comunicação e de informação. Com a
internet móvel dos telefones celulares e computadores, tornamo-nos
os nós da rede, configuramos e reconfiguramos a web. As ferramentas
da chamada
Web.20 (Blog, Orkut, Facebook, Flickr,
Twitter, etc.)
permitem aos usuários deixar de ser apenas consumidores de
informação, para também produzi-la. As pessoas hoje escrevem,
1 Doutora em Psicologia pela Universidade de Campinas. Professor do Programa de Pós-
Graduação em Educação da Universidade de Sorocaba. eliete.nogueira@prof.uniso.br
2 Doutor em Linguística Aplicada pela Universidade de Campinas. Professor do Programa
de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Sorocaba. luiz.gomes@prof.uniso.br
3 Doutora em Geografia pela Universidade de São Paulo. Professor do Programa de Pós-
Graduação em Educação da Universidade de Sorocaba. maria.soares@prof.uniso.br
4 David de Ugarte – Economista Espanhol, membro da Escola-de-Redes. A epígrafe é
um dos sub-títulos de seu artigo: Itinerários de Leituras Fundamentais 1. Ugarte (2008),
disponível no site da Escola-de-Redes.